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Discografia básica de jazz
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Olha, meus amigos, não é por nada não... mas, o que recebi de e-mail por conta do último artigo de jazz não está no gibi. Legal, né? Até poderia ser... Pena que não foram elogios. E olha que eu tenho me esforçado um bocado. Só Deus sabe! O motivo, então, de tantas cartas é porque cometi a “sandice” de dizer que não gostava do Duke Ellington. Daí, veio uma saraivada de tiros e protestos dos fãs de Duke. Quase não saio ileso. Ufa... calma aí, gente! Bem... E agora? Confesso que tenho até receio de dizer que não gosto do estilo do George Benson. Deus me proteja! Mas, o certo é que acho a música de Benson bastante “comercial”... Sem dúvida alguma, eu reconheço valor da sua obra. Há algumas composições que são magníficas e, principalmente, arranjos impecáveis. Ainda assim... O álbum em questão é Beyond the Blue Horizon. Tem a participação de Ron Carter e Jack Dejohnette, entre outros. No entanto, justiça seja feita: Gentle Rain recebeu um arranjo extraordinário. Ficou belíssima!
CD: ZK-651.130-SONY
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Somente depois que ele participou do belíssimo filme “Por volta da meia-noite”, é que os amantes do jazz acordaram para o talento de Dexter Gordon. E, para surpresa geral, saiu-se muito bem como ator. No entanto, eta músico de primeira, isso sim! Meu amigo Paulo Assis Brasil, diria que ele, Dexter, “toca um sax tão puro que é capaz de emocionar até o meu Anjo Gabriel...” Com certeza! Neste disco, intitulado Ballads, Dexter põe para fora todos os anjos. E os demônios, também! Prontos para serem acolhidos. I´m fool to want you quase me fez cair da poltrona. Maravilha! Ele consegue mesclar a intimidade de Ben Webster com a elegância de Coltrane. Resultado: Dexter Gordon! Agora, devo confessar: este disco sempre foi a minha “arma secreta” contra a resistência de algumas namoradas. Bastam cinco minutos de sax, um bom vinho e sinceras juras de amor. Podem acreditar, amigos: a partir daí a noite se torna longa, macia e perfumada... Huummm... Coisa mais linda desse mundo!
CDP 9657-2 BLUE NOTE
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Passei as merecidas férias no Rio de Janeiro. Aí, sabe como é... visita um... visita outro... e os jantares foram acontecendo. Tudo isto, para a desgraça do meu "destrambelhado" colesterol. Paciência... Fazer o quê?! Mas, o que eu queria dizer é que cada amigo tem lá uma sala de som. A sala do amigo Alex, audiófilo de carteirinha, deixou-me encantado com a qualidade. Dias depois, ele me telefonou anunciando mudanças. “Carlos, afastei um metro as caixas da parede, troquei os cabos e o som melhorou muito!” Animado com a notícia, comprei este disco da Holly Cole e fui inaugurar o novo som da casa. Ficamos maravilhados com o disco e com o som produzido. Holly canta as canções de Tom Waits de forma impecável. I don’t wanna grow up é coisa de outro mundo. Chegando em casa, recebi uma nova ligação do Alex: “Agora, sim, encontrei o som perfeito!” E o que você fez? - perguntei curioso. “Ora, amigo, apenas voltei tudo como antes. Ficou uma maravilha!”
CDP 31.653-2-METRO BLUE
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Ufa, até que enfim acabou a temporada! Agora, podemos ter de volta a nossa bela ilha, Florianópolis. Serena e segura. Livre dos turistas predatórios. Não que sejam todos, justiça seja feita. É que alguns, segundo os nativos, não são fáceis. Reclamam os “ilhéus” que argentino, por exemplo, é gente presunçosa e encrenqueira. Ao chegarem aqui, desandam a tumultuar a pacata cidade. Exageros à parte, devo dizer que não concordo com tais pensamentos. É que turista é assim em qualquer parte do mundo! Mas, por falar em portenhos, quero apresentar o meu mais recente CD: Será una noche. O que aquela rapaziada portenha toca bem, não está no mapa. É o tango mais jazzístico que ouvi, após Astor Piazzolla. Comovente, isso sim. Basta ouvir Nublado. Uma verdadeira obra prima! Seguramente, Piazzolla deve bater palmas para “los hermanos”, lá do andar de cima. Ao ouvir o disco, senti saudades de uma viagem que fiz a Buenos Aires. E, como “turista”, fui muito bem acolhido...
CD: M052A - M.A REC.
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